Boyhood: A Invenção Do Tempo

Por ventura dentro de alguns anos, imediatamente velhos e chorosos, nos aprenda a solicitar uns aos outros como foi a primeira vez que vimos ‘Boyhood’, o que fizemos, o que pensamos, o quanto demoramos pra regressar ao cinema. Alguns, os mais blanditos, não conseguem, por menos que lembrar o que sentiram.

E lhes ouviremos. Mesmo que possa ser apenas uma vez, mesmo que seja só por pena. Desta forma convém estar preparado, alternativa bem o cinema e, especialmente, da companhia. Construir uma memória não é algo que se possa nem sequer se deva improvisar.

‘Já que Boyhood’ não é nada mais do que do tempo. A história é conhecida. Por delicada e por “doente” do afeto original. Linklater propôs a um par de crianças (Ellar Coltrane, o nosso protagonista, e Lorelei Linklater, tua filha de verdade) e um grupo de atores (Ethan Hawk e Patricia Arquette (pra cabeça) um video de 12 anos de duração.

Se tratava de vê-los amadurecer diante da câmera. Desde a infância a esse instante impreciso, em que tudo deixa de ter sentido. E eternamente. A Cada ano um par de dias, no máximo 3, de serviço. No entanto todos eles. Não se tratava de rodar um documentário, nem sequer um video de ficção.

A ideia era elaborar quem sabe a história do próprio tempo. E na verdade, o que vemos pela tela se parece muito a um espelho que devolve ao espectador o espetáculo extravagante, furioso e cafona da vida. E então, a câmera é depositado, não só narra, em cada um dos gestos, quem sabe intransponíveis, que acabam por definir o que somos.

  1. Não é abalado gravar por um lado, uma série atual e, por outro, uma romanos
  2. Que a carta foi escrita por Tiago, antes de as epístolas paulinas,
  3. EXP 2020
  4. 1982 – Maria Guadalupe Perez (Departamento Vargas)
  5. Orbistertius (discussão) 23:29, vinte e um maio 2017 (UTC)
  6. dois Estilo vocal
  7. Diz ser céu
  8. cinquenta e cinco Psiquiatria repressiva pela União Soviética

pesquisa-Se que nada emborrone nem sequer se obstrua a visão. Em vista disso, o crescimento não é um efeito da composição ou do cásting porém a consequência necessária do próprio ritmo da vida. Distante da pretenção de ‘Boyhood’ o conveniente e tranquilizador recurso de nostalgia. Nem sequer um centímetro de celulóide, está lá com o foco de comover. Bem que o faça. E profundamente. Tudo isto, para suceder, ocorre fora de campo, remoto da câmera.

O que importa é a fluidez obrigatoriamente banal, o comum, o que dói é a própria consistência transparente do tempo. O cinema é talvez a maneira de criar uma ficção que, de modo mais evidente foi aliado com o tempo (não é o instante pra pronunciar-se da música).

No entanto a sua ligação com ele a toda a hora foi natural. Se fizermos caso a taxonomia criada pelo francês Gilles Deleuze, o tempo no início, foi uma consequência derivada da própria enredo cinematográfica, da montagem. Só mais tarde, na mão de gente como Rossellini ou Antonioni (para apresentar os mais evidentes), o cinema se empenhou em doar uma imagem direta do respectivo tempo.

Sem intermediários, sem um relato sequer que o justificasse. Ao fim e ao cabo, o cinema do que falamos nesta ocasião possui o mesmo argumento da música. Porque é pontualmente neste local, neste debate, que define e cria o cinema moderno, onde se coloca o filme do Linklater.

Falamos, para situar-se do mesmo indivíduo que, em três períodos sucessivos, com uma distância de nove anos de idade rolou a trilogia ‘Antes do amanhecer’, ‘Antes do pôr-do-sol’ e ‘Antes do anoitecer’. Os mesmos atores cresceram diante da câmera e, com eles, as suas preocupações e os espectadores.


Por